Hoje foi um daqueles dias que fogem um pouco do padrão dos últimos tempos e, dessa vez, de um jeito bom.
Acordei mais disposta, mais presente dentro de mim. Consegui me manter ativa ao longo do dia e, pela primeira vez em um tempo, senti que meu corpo não precisou de tanto para funcionar. Diminuí a quantidade de medicamentos, com cuidado, com consciência, e isso, por si só, já pareceu uma pequena vitória silenciosa.
Fiz terapia também. E, como sempre, é um espaço onde eu me encontro, mesmo quando chego meio perdida. Saí mais leve, ou talvez apenas mais organizada por dentro. Às vezes, não é sobre estar bem é sobre se entender um pouco melhor.
No meio disso tudo, o dia resolveu me testar: o carro quebrou. Na hora, veio o susto, o estresse, aquela sensação de “por que hoje?”. E lá fui eu resolver, me virar, fazer o que precisava ser feito. O famoso “serviço de homem”, como muitos dizem. Mas, no fundo, foi só mais uma prova de que eu dou conta, mesmo quando não me sinto pronta.
E depois, pensando com mais calma, algo dentro de mim mudou a forma de olhar esse contratempo. Não pareceu só um problema. Pareceu um livramento. Como se algo maior tivesse reorganizado meu caminho sem que eu entendesse na hora.
Hoje eu termino o dia cansada, mas é um cansaço diferente. Um cansaço de quem viveu, resolveu, enfrentou e ainda encontrou motivos para agradecer.
E eu agradeço.
Porque, no meio de tudo, eu estive mais viva.
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