Tem dias em que a vida parece testar todos os nossos limites de uma só vez. Esses últimos dias têm sido assim intensos, cansativos, cheios de preocupação. As meninas adoeceram, e junto com a febre, vieram também os medos silenciosos que só uma mãe entende. É impossível não se sentir vulnerável quando quem a gente mais ama não está bem.
Entre remédios, noites mal dormidas e aquela atenção constante, eu me vi dividida entre o cansaço e a necessidade de ser forte o tempo todo. Porque, no fundo, a gente sempre encontra um jeito de continuar, mesmo quando tudo parece pesado demais.
Mas, no meio desse turbilhão, a vida também me lembrou que nem tudo é tempestade. Recebi a notícia da minha ótima colocação no processo seletivo e aquilo foi como um respiro, um alívio no meio do caos. Um lembrete de que todo esforço, toda dedicação silenciosa, está valendo a pena.
E, talvez pela primeira vez em muito tempo, tenho conseguido manter uma constância comigo mesma. Tenho ido fielmente à academia, respeitando meu tempo, meu corpo, minha mente. E aos poucos, os resultados aparecem não só no físico, mas principalmente na forma como eu tenho me sentido: mais forte, mais centrada, mais consciente de mim.
A verdade é que a vida nunca para para que tudo esteja perfeito. Ela acontece no meio do descontrole, da preocupação, das pequenas vitórias e dos dias difíceis. E eu tenho aprendido a enxergar beleza nisso também.
Entre o medo e a conquista, entre o cansaço e a disciplina eu sigo. E, de alguma forma, isso também é vencer.
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