Tem dias em que o futuro pesa mais do que o presente. Como se ele estivesse ali, logo à frente, me encarando com perguntas que eu ainda não sei responder. Eu tento planejar, imaginar, desenhar cada detalhe mas, no fundo, existe um medo silencioso: e se nada acontecer como eu sonhei?
É estranho perceber o quanto a gente se apega a um único caminho. Eu me vejo agarrada a esse futuro que criei dentro da minha cabeça, como se ele fosse a única saída possível. E talvez seja isso que mais assusta, não ter um plano B, não saber para onde correr caso tudo dê errado.
Porque e se não der certo?
E se o esforço não for suficiente?
E se, no final, eu tiver que recomeçar do zero sem saber por onde começar?
Esses pensamentos chegam sem pedir licença. Eles bagunçam a coragem, fazem a confiança vacilar e transformam sonhos em dúvidas. E, ainda assim, existe algo dentro de mim que insiste, que acredita, mesmo com medo.
Talvez a insegurança não seja um sinal de fraqueza, mas de que eu me importo. De que esse futuro não é só um desejo qualquer, é algo que eu realmente quero viver.
Eu ainda não tenho todas as respostas. Ainda não sei como lidar com todas as possibilidades que me assustam. Mas estou aprendendo, aos poucos, que o futuro não precisa ser exatamente como eu imaginei para ser bom.
E talvez, só talvez, o maior plano que eu possa ter agora seja continuar. Mesmo com medo. Mesmo sem garantias. Mesmo sem um plano B.
Porque, no fundo, seguir em frente já é um ato de coragem.
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